Linfoma Não – Hodgkin

O LINFOMA NÃO HODGKIN (LNH)

Em Portugal, todos os anos cerca de 1700 pessoas são informadas que têm linfoma não Hodgkin (LNH) O conhecimento acerca do Linfoma não Hodgkin tem vindo a aumentar, devido à investigação; continuam a ser estudadas as suas causas e a ser investigados novos processos de tratamento para esta doença. Graças à investigação contínua, pessoas com Linfoma não Hodgkin podem esperar uma melhor qualidade de vida, e menor probabilidade de morrer desta doença.

LNH: MÉTODOS DE TRATAMENTO DISPONÍVEIS

Se tem um Linfoma não Hodgkin indolente e sem sintomas, pode não precisar de tratamento anti-cancerígeno imediato. Se o médico recomendar que a pessoa fique apenas em observação, a sua saúde será cuidadosamente monitorizada (vigiada), e a pessoa só será tratada se surgirem sintomas ou se estes piorarem.

Se tiver um linfoma indolente com sintomas vai, provavelmente, fazer quimioterapia e imunoterapia. A radioterapia pode ser usada para doentes com linfoma de estadio I ou II, localizado, ou em complemento da imuno-quimioterapia.

Se tiver um linfoma agressivo, o tratamento é, geralmente, quimioterapia e imunoterapia. A radioterapia também pode ser usada, como complemento do tratamento.

Se o Linfoma não Hodgkin reaparecer, após o tratamento, significa que houve uma recidiva (ou recorrência da doença). Quando há recidiva é necessário fazer outro tipo de quimioterapia e/ou, eventualmente, transplante de células estaminais, dependendo da idade da pessoa.

Tendo em conta que, provavelmente, o tratamento do Linfoma não Hodgkin danifica células e tecidos saudáveis surgem, assim, os efeitos secundários. Alguns efeitos secundários específicos dependem, principalmente, do tipo de tratamento e sua extensão (se são tratamentos locais ou sistémicos). Os efeitos secundários podem não ser os mesmos em todas as pessoas, mesmo que estejam a fazer o mesmo tratamento. Por outro lado, os efeitos secundários sentidos numa sessão de tratamento podem mudar na sessão seguinte. O médico irá explicar os possíveis efeitos secundários do tratamento, e qual a melhor forma de os controlar.

Em qualquer estadio da doença, podem ser administrados medicamentos para controlar a dor e outros sintomas do Linfoma não Hodgkin, bem como para aliviar os possíveis efeitos secundários do tratamento. Estes tratamentos são designados como tratamentos de suporte, para controlo dos sintomas ou cuidados paliativos.

VIGILÂNCIA MONITORIZADA / OBSERVAÇÃO

Uma pessoa que escolha ficar apenas em observação, está a adiar o tratamento do Linfoma não Hodgkin até que haja sintomas. Por vezes, o médico sugere a uma pessoa com linfoma indolente que fique apenas em observação. Uma pessoa com linfoma indolente pode não apresentar problemas que necessitem de tratamento anti-cancerígeno, durante muito tempo; por vezes, o linfoma até pode regredir, ou diminuir, sem tratamento. Se não fizer tratamento, a pessoa pode evitar os efeitos secundários da quimioterapia ou da radioterapia.

Se o médico decidir que a melhor solução é ficar apenas em observação, irá fazer exames regulares. Se aparecerem sintomas ou se estes piorarem, será iniciado tratamento.

Antes de optar por ficar apenas em observação, pode querer colocar algumas questões ao médico:

  • Mais tarde, a doença vai ser mais difícil de tratar?
  • Com que frequência farei exames médicos?
  • Entre os exames a efectuar, que problemas deverei referir ao médico?

QUIMIOTERAPIA

A quimioterapia consiste na utilização de fármacos, para matar as células cancerígenas. A quimioterapia pode ser constituída apenas por um fármaco, ou por uma associação de fármacos. Os fármacos podem ser administrados oralmente, sob a forma de comprimidos, ou através de uma injecção intravenosa (i.v.), na veia ou junto à espinal medula. Em qualquer das situações, os fármacos entram na corrente sanguínea e circulam por todo o organismo – terapêutica sistémica.

A quimioterapia é, geralmente, administrada por ciclos de tratamento, repetidos de acordo com uma regularidade específica, de situação para situação. O tratamento pode ser feito durante um ou mais dias; existe, depois, um período de descanso, para recuperação, que pode ser de vários dias ou mesmo semanas, antes de fazer a próxima sessão de tratamento.

A maioria das pessoas com LNH faz a quimioterapia em regime de ambulatório (no hospital, no consultório do médico ou em casa), ou seja, não ficam internadas no hospital. No entanto, algumas pessoas podem precisar de ficar no hospital, internadas, enquanto fazem a quimioterapia.

Se a pessoa tiver um linfoma no estômago, provocado por uma infecção por H. Pylori , o médico pode tratar este linfoma com antibióticos; depois de curada a infecção, o tumor também pode desaparecer.

Os efeitos secundários da quimioterapia dependem, principalmente, dos fármacos e doses utilizadas. Em geral, os fármacos anti-cancerígenos afectam, essencialmente, células que se dividem rapidamente, como sejam:

  • Células do sangue: estas células ajudam a “combater” as infecções, ajudam o sangue a coagular, e transportam oxigénio a todas as partes do organismo. Quando as células do sangue são afectadas, havendo diminuição do seu número total em circulação, a pessoa poderá ter maior probabilidade de sofrer infecções, de fazer “nódoas-negras” (hematomas) ou sangrar facilmente, podendo, ainda, sentir-se mais fraca e cansada.
  • Células dos cabelos/pêlos: a quimioterapia pode provocar a queda do cabelo e pelos do corpo; no entanto, este efeito é reversível e o cabelo volta a crescer, embora o cabelo novo possa apresentar cor e “textura” diferentes.
  • Células do aparelho digestivo: a quimioterapia pode causar falta de apetite, náuseas e vómitos, diarreia e feridas na boca e/ou lábios, e dificuldades de deglutição; muitos destes efeitos secundários podem ser controlados com a administração de medicamentos específicos.

Os fármacos usados para o Linfoma não Hodgkin também podem provocar erupções cutâneas ou bolhas, bem como dores de cabeça ou outro tipo de dor. A pele pode tornar-se mais escura. Nas unhas, podem aparecer riscas ou bandas escuras.

O médico pode sugerir várias formas de controlar muitos destes efeitos secundários.

Antes de iniciar a quimioterapia, poderá querer colocar algumas questões ao médico:

  • Que fármaco, ou fármacos, me vão ser administrados?
  • Como funcionam os fármacos?
  • Quais são os benefícios esperados do tratamento?
  • Quais são os riscos e possíveis efeitos secundários do tratamento? O que poderá ser feito relativamente a esses efeitos?
  • Existem efeitos a longo prazo, causados pelos fármacos?
  • Quando terá início o tratamento? Quando termina?
  • Como irá o tratamento afectar as minhas actividades normais?

IMUNOTERAPIA

Em certos tipos de Linfoma não Hodgkin, pode ser feita imunoterapia (terapêutica biológica). Este tipo de tratamento ajuda o sistema imunitário a combater o cancro.

Os anticorpos monoclonais são o tipo de imunoterapia usada para o linfoma. São proteínas produzidas em laboratório, que se ligam às células cancerígenas. Ajudam o sistema imunitário a matar as células tumorais. A maioria dos tratamentos é administrada por via endovenosa: a terapêutica biológica circula através da corrente sanguínea, ou seja, de forma sistémica; normalmente, é administrada no consultório médico, na clínica ou no hospital, em regime ambulatório (sem necessidade de haver internamento).

Algumas pessoas desenvolvem uma erupção cutânea, no local da injecção; podem, ainda, apresentar sintomas do tipo gripal, como febre, arrepios, dor de cabeça, dores musculares, cansaço, fraqueza e náuseas. Muitos efeitos secundários são fáceis de tratar. A terapêutica biológica pode, no entanto, causar efeitos secundários mais graves, como alterações da tensão arterial, problemas respiratórios e, por vezes, problemas cardíacos.

Antes de fazer imunoterapia, poderá querer colocar algumas questões ao médico:

  • O que fará o tratamento?
  • Terei de ficar no hospital?
  • Como saberemos que o tratamento está a funcionar?
  • Durante quanto tempo farei a imunoterapia?
  • Terei efeitos secundários durante o tratamento? Quanto tempo irão durar? O que poderá ser feito relativamente a esses efeitos?

RADIOTERAPIA

A radioterapia usa raios de elevada energia, para matar as células de Linfoma não Hodgkin. A radioterapia pode diminuir o tumor e ajudar a controlar a dor.

Para pessoas com linfoma, podem ser usados dois tipos de radioterapia:

  • Radiação externa: a radiação provém de uma máquina, que dirige os raios para a zona do corpo onde estão as células tumorais. Esta terapêutica é local, tendo em conta que afecta apenas as células na zona tratada. Para este tratamento, a maioria das pessoas vai ao hospital ou clínica. Geralmente, os tratamentos são realizados durante 5 dias por semana, durante várias semanas.
  • Radiação sistémica: algumas pessoas com linfoma recebem uma injecção de material radioactivo, que circula em todo o organismo. O material radioactivo liga-se a anticorpos, que procuram as células tumorais; a radiação destrói as células de linfoma.

Os efeitos secundários da radioterapia dependem, essencialmente, da dose e do tipo de radiação, bem como da parte do corpo que vá ser tratada. Por exemplo, se a radiação incidir no abdómen, pode provocar náuseas, vómitos e diarreia. Se a radiação incidir no pulmão, pode causar tosse ou falta de ar. A pele, na área tratada, pode tornar-se vermelha, seca e sensível. Poderá, também, perder o cabelo e/ou pêlos da zona tratada.

Durante a radioterapia externa, poderá sentir-se muito cansado, particularmente nas últimas semanas de tratamento. O descanso é importante, mas, geralmente, o médico aconselha as pessoas a manterem-se activas, dentro do possível.

Quem faz radioterapia sistémica, também poderá sentir muito cansaço. Estas pessoas ficam com mais probabilidades de apanhar infecções.

Os efeitos da radioterapia, na pele, são temporários, e a zona irá sarar, gradualmente, assim que termine o tratamento. Pode, no entanto, haver uma alteração duradoura na cor da pele.

Se fizer radioterapia e quimioterapia, ao mesmo tempo (concomitante), os efeitos secundários poderão ser piores. Os efeitos secundários podem ser incómodos; fale com o médico sobre as possíveis formas de aliviar estes sintomas.

Se tiver um efeito secundário particularmente grave, poder-lhe-á ser sugerida uma interrupção do tratamento.

Antes de iniciar a radioterapia, poderá querer colocar algumas questões ao médico:

  • Porque é que preciso deste tratamento?
  • Quais são os benefícios esperados da radioterapia?
  • Quais são os riscos e os efeitos secundários deste tratamento? O que podemos fazer relativamente a estes sintomas?
  • Existem efeitos a longo prazo?
  • Quando têm início os tratamentos? Quando terminam?
  • Como me vou sentir, durante o tratamento?
  • Como irá o tratamento afectar as minhas actividades normais?

TRANSPLANTE DE CÉLULAS ESTAMINAIS

Uma pessoa com recidiva de linfoma, pode fazer um transplante de células estaminais. Um transplante de células estaminais hematopoiéticas , permite o tratamento com doses mais elevadas de fármacos, de radiação ou de ambos. As doses elevadas, destroem tanto as células de linfoma como as células normais da medula óssea. Mais tarde, a pessoa recebe células estaminais saudáveis, através de um catéter que é colocado numa grande veia, no pescoço ou na zona do peito. A partir das células estaminais transplantadas, desenvolvem-se novas células do sangue.

Um transplante de células estaminais faz-se sempre no hospital. As células estaminais podem ser provenientes do próprio doente ou de um dador, familiar ou não:

  • Auto-transplante: este tipo de transplante usa células estaminais da própria pessoa. As células estaminais são removidas, e as restantes células podem ser tratadas, para matar quaisquer células de linfomas presentes. As células estaminais são congeladas e armazenadas. Depois da pessoa receber doses elevadas de quimioterapia ou radioterapia, as células estaminais armazenadas são descongeladas e “devolvidas” à pessoa.
  • Transplante alogénico: este tipo de transplante, usa células estaminais saudáveis de um dador. O dador pode ser um irmão ou irmã ou um dador não familiar, mas compatível. O médico faz análises sanguíneas específicas, para se assegurar que as células do dador são compatíveis com as da pessoa.
  • Transplante singénico: este tipo de transplante, usa células estaminais do gémeo (idêntico) saudável.

Antes de fazer um transplante de células estaminais, poderá querer colocar algumas questões ao médico:

  • Quais são os possíveis benefícios e riscos dos diferentes tipos de transplantes?
  • Que tipo de transplante de células estaminais vou fazer? Se precisar de um dador, como vamos encontrar um?
  • Durante quanto tempo vou ter que ficar no hospital? Vou precisar de cuidados especiais?
  • Como saberemos se o tratamento está a funcionar?
  • Que podemos fazer acerca dos efeitos secundários?
  • Como irá o tratamento afectar as minhas actividades normais?
  • Qual é a probabilidade de ter eu uma recuperação completa?

O QUE É O LINFOMA NÃO HODGKIN (LNH)?

O Linfoma nâo Hodgkin é um tumor que tem início no sistema linfático. Para perceber esta doença, é útil conhecer o sistema linfático. O SISTEMA LINFÁTICO O sistema linfático faz parte do sistema imunitário do nosso organismo. O sistema imunitário combate as infecções e outras doenças. No sistema linfático, uma rede de vasos linfáticos transporta um líquido transparente, chamado linfa. Os vasos linfáticos são “conduzidos” para os gânglios linfáticos (pequenos órgãos, de forma redonda). Nos gânglios linfáticos existem os linfócitos (um tipo de glóbulos brancos). Os gânglios linfáticos capturam e removem bactérias, e outras substâncias nocivas, que possam estar na linfa. Os gânglios linfáticos existem no pescoço, axilas, tórax, abdómen e virilhas. Outras partes do sistema linfático incluem as amígdalas, o baço e o timo. O tecido linfático também se encontra noutras partes do corpo, como o estômago, a pele e o intestino delgado.

SISTEMA LINFÁTICO. LINFOMA NÃO HODGKIN (LNH)

Existem muitos tipos de Linfoma não Hodgkin. Todos os tipos de linfoma têm início nas células do sistema linfático. O Linfoma não Hodgkin tem início quando um linfócito, uma célula B ou uma célula T se torna anómala. Geralmente, o Linfoma não Hodgkin começa numa célula B, num gânglio linfático. A célula anómala divide-se, para fazer cópias de si própria; as novas células dividem-se novamente, e novamente, originando mais e mais células anómalas. As células anómalas são células cancerígenas, que não morrem quando deviam. Não protegem o organismo de infecções nem de outras doenças. As células cancerígenas podem espalhar-se para quase todas as partes do organismo, ou seja, metastizar.

SINAIS DE ALERTA

Muitas vezes, o médico não consegue explicar porque é que uma pessoa desenvolve Linfoma não Hodgkin e outra não. No entanto, a investigação demonstra que determinados factores de risco aumentam a probabilidade de uma pessoa vir a desenvolver esta doença.

Geralmente, os factores de risco mais comuns, para o Linfoma não Hodgkin, são em seguida apresentados:

  • Sistema imunitário debilitado: ter um sistema imunitário debilitado, devido a um problema hereditário, a infecção por HIV (vírus da imunodeficiência humana), devido a certos fármacos ou outros factores, aumenta o risco de desenvolver Linfoma não Hodgkin.
  • Determinadas infecções: ter certo tipo de infecções, pode aumentar o risco de desenvolver Linfoma não Hodgkin. No entanto, o linfoma não é contagioso; não se “apanha” linfoma de outra pessoa.
    Os principais tipos de infecção, que podem aumentar o risco de linfoma, são:

    • Vírus da imunodeficiência humana (HIV): o HIV é o vírus que provoca a SIDA (síndrome da imunodeficiência adquirida). As pessoas que estão infectadas com o HIV , têm maior risco de desenvolver certos tipos de Linfoma não Hodgkin.
    • Vírus de Epstein-Barr (EBV): a infecção com EBV tem sido associada a um risco aumentado de linfoma.
    • Helicobacter pylori : esta bactéria pode causar úlceras no estômago; pode, ainda, aumentar o risco da pessoa ter linfoma, no revestimento do estômago.
    • Vírus dos linfomas T humanos (HTLV-1): a infecção por HTLV -1 aumenta o risco de desenvolver linfoma e leucemia.
    • Vírus da hepatite C: alguns estudos demonstraram um risco aumentado de linfoma, em pessoas com o vírus da hepatite C. É necessário continuar a investigar qual o papel do vírus da hepatite C.
  • Idade: apesar do Linfoma não Hodgkin poder aparecer em pessoas jovens, a probabilidade de desenvolver esta doença aumenta com a idade. A maioria das pessoa com Linfoma não Hodgkin tem mais de 60 anos

Está a ser estudada a obesidade e outros possíveis factores de risco para o Linfoma não Hodgkin. As pessoas que trabalham com herbicidas, ou determinados químicos, podem ter risco aumentado para esta doença. Está também a ser estudada a possível relação entre a utilização de tintas para o cabelo, antes de 1980, e o Linfoma não Hodgkin.

A maioria das pessoas que apresentam factores de risco para Linfoma não Hodgkin, não chegam a desenvolver a doença. Por outro lado, muitas pessoas que desenvolvem a doença, não apresentam quaisquer factores de risco.

Se pensa que pode apresentar risco aumentado para ter Linfoma não Hodgkin, deverá discutir essa preocupação com o médico; poderá saber como reduzir o risco e qual será o calendário ideal para fazer exames regulares.

SINAIS E SINTOMAS

O Linfoma não Hodgkin pode causar muitos sintomas. A maioria das vezes, estes sintomas podem ser comuns a um grande número de doenças.

Alguns dos sintomas a referir, incluem:

  • Gânglios linfáticos inchados e indolores, no pescoço, axilas e virilhas.
  • Perda inexplicável de peso.
  • Febre, sem foco explicável.
  • Suores nocturnos abundantes.
  • Tosse, dificuldade respiratória ou dor no peito.
  • Fraqueza e cansaço que não desaparecem.
  • Dor, inchaço ou sensação de enfartamento no abdómen.

Estes sintomas não são necessariamente sinónimo de Linfoma não Hodgkin, e podem ser comuns a um grande número de doenças. Se apresentar estes sintomas, e não desaparecerem dentro de 2 semanas, deve consultar o médico, logo que possível. Só o médico poderá diagnosticar e tratar o problema.

FORMAS DE DIAGNÓSTICO

Se tem gânglios linfáticos inchados, ou outro tipo de sintomas que sugiram Linfoma não Hodgkin, o médico tem que proceder a uma observação cuidadosa, e pedir todos os exames complementares necessários, bem como perguntar acerca da sua história clínica e familiar.

Os exames e análises para diagnóstico, podem incluir:

  • Exame físico: o médico observa a pessoa, para verificar se existem alterações dos gânglios linfáticos no pescoço, axilas e virilhas. Também poderão ser palpados o baço e fígado, para ver se há inchaço.
  • Análises sanguíneas: o laboratório faz a contagem de células do sangue.
  • Radiografia ao tórax: importante para despistar sinais de doença no tórax; permite uma avaliação indirecta dos pulmões e do coração.
  • Biópsia: o médico remove uma porção de tecido, para pesquisa de possíveis células tumorais; a amostra é analisada ao microscópio, por um patologista. Numa biópsia, pode ser removida a totalidade de um gânglio linfático (biópsia excisional), ou apenas uma parte (biópsia incisional). A biópsia é o único método seguro de saber se as células tumorais correspondem a um linfoma.

Antes de fazer uma biópsia, poderá querer colocar algumas questões ao seu médico:

  • Como vai ser feita a biópsia?
  • Onde farei a biópsia?
  • Quanto tempo levará?
  • Estarei acordado?
  • Vai doer?
  • Existem riscos? Quais são as probabilidades de infecção ou hemorragia, depois da biópsia?
  • Quanto tempo levará a recuperação?
  • Quando saberei os resultados? Quem mos vai explicar?
  • Se eu tiver um linfoma, quem falará comigo acerca dos passos seguintes? Quando?

TIPOS DE LINFOMA

Quando o linfoma é detectado, o patologista reporta o tipo de linfoma. Os tipos mais comuns são o linfoma difuso de grandes células B, e o linfoma folicular.

Os linfomas podem ser agrupados pela sua velocidade de crescimento:

  • Indolentes (também chamados de baixo-grau): crescem lentamente. Tendem a causar poucos sintomas.
  • Agressivos (também chamados de grau intermédio ou de alto grau): crescem e espalham-se mais rapidamente. Tendem a causar sintomas graves. Com o tempo, muitos linfomas indolentes tornam-se linfomas agressivos.

TESTES E DEFINIÇÃO DO ESTADIAMENTO

Para poder planear melhor o tratamento do Linfoma não Hodgkin, o médico precisa de saber a extensão (estadio) da doença. O médico pode pedir radiografias (raios-X), análises clínicas e outros testes ou procedimentos, para perceber a extensão da doença.

O estadiamento do Linfoma não Hodgkin, pode envolver alguns dos testes em seguida apresentados:

  • Biópsia da medula óssea: o médico usa uma agulha para remover uma pequena amostra de osso e de medula óssea do osso da anca. Uma anestesia local pode ajudar a controlar a dor. A amostra é depois analisada por um patologista para detecção de células tumorais.
  • TAC (tomografia computorizada): através de uma máquina de raios-X, ligada a um computador, é efectuada uma série de imagens detalhadas dos seus órgãos, nomeadamente do seu tórax, abdómen ou pélvis. Para melhor precisão, este exame é feito com administração de contraste (bebido ou injectado), para tornar estas imagens mais fáceis de ler e visualizar gânglios linfáticos inchados e quaisquer outras zonas anómalas.
  • RM (ressonância magnética): através de um íman forte, ligado a um computador, são criadas imagens detalhadas de determinadas zonas do corpo, como a espinal medula, a medula óssea e o cérebro. O médico pode, depois, ver essas imagens num monitor e imprimi-las em filme.
  • Ecografia (ultra-sons): através de um aparelho de ultra-sons, são enviadas ondas sonoras (não se conseguem ouvir), que batem nos tecidos, dentro do corpo e voltam para trás, como um eco; um computador usa estes ecos para criar uma imagem, chamada ecografia. Regra geral, os tumores produzem ecos diferentes dos produzidos pelos tecidos normais e a imagem pode mostrar possíveis tumores.
  • Punção lombar: o médico usa uma agulha fina e longa para remover algum líquido cefalo-raquidiano (líquido que preenche o espaço dentro e em redor do cérebro e da espinal medula). Uma anestesia local pode ajudar a controlar a dor. Depois, a pessoa tem que permanecer deitada, na horizontal, durante 2 horas, para evitar que tenha dores de cabeça. O líquido é analisado, num laboratório, para detecção de possíveis células tumorais ou outros sinais de patologias.
  • Estudo por emissão de positrões PET (tomografia por emissão de positrões): é injectada uma pequena quantidade de material radioactivo. Uma máquina cria imagens, que mostram a actividade química no organismo. As células cancerígenas aparecem, regra geral, como zonas de elevada actividade.

No Linfoma não Hodgkin, o estadio é baseado no local onde se encontram as células do linfoma: gânglios linfáticos ou outros órgãos e tecidos. O estadio depende, ainda, do número de zonas afectadas. Regra geral, os estadios considerados no Linfoma não Hodgkin são:

  • Estadio I: as células de linfoma encontram-se, apenas, num grupo de gânglios linfáticos (ex.: pescoço ou axila).
  • Estadio II: as células de linfoma encontram-se em, pelo menos, dois grupos de gânglios linfáticos do mesmo lado do diafragma (abaixo e acima), ou as células de linfoma estão num órgão e nos gânglios linfáticos vizinhos desse órgão, do mesmo lado do diafragma. Pode haver células de linfoma noutros grupos de gânglios linfáticos, do mesmo lado do diafragma.
  • Estadio III: o linfoma encontra-se em grupos de gânglios linfáticos, acima e abaixo do diafragma. Também pode ser encontrado num órgão ou tecido vizinho destes grupos de gânglios linfáticos.
  • Estadio IV: o linfoma encontra-se disseminado em, pelo menos, todo um órgão ou tecido, adicionalmente aos gânglios linfáticos), ou encontra-se no fígado, sangue ou medula óssea

O TRATAMENTO

Muitas pessoas com Linfoma não Hodgkin, querem saber toda a informação possível sobre a sua doença e métodos de tratamento; querem participar nas decisões relativas ao seu estado de saúde e cuidados médicos de que necessitam. Saber mais acerca da doença, ajuda a colaborar e reagir positivamente.

O choque e o stress que se seguem a um diagnóstico de Linfoma não Hodgkin, podem tornar difícil pensar em todas as perguntas e dúvidas que quer esclarecer com o médico. Muitas vezes, é útil elaborar, antes da consulta, uma lista das perguntas a colocar ao médico.

O médico pode aconselhar a consulta com um médico especialista. O Linfoma não Hodgkin pode ser tratado por diferentes especialistas, como sejam: hematologista, oncologista e radioterapeuta. Pode ter um médico especialista diferente, para cada tipo de tratamento que vá fazer.

O tratamento começa, geralmente, poucas semanas após o diagnóstico de cancro. Regra geral, tem tempo para falar com o médico sobre as opções de tratamento e, se considerar necessário, ouvir uma segunda opinião, para saber mais acerca do seu cancro, antes de tomar qualquer decisão sobre o tratamento.

Não precisa de fazer todas as perguntas de uma vez; terá outras oportunidades, para pedir ao médico que explique a informação que não ficou clara, e pedir esclarecimentos adicionais.

OUVIR UMA SEGUNDA OPINIÃO

Antes de começar o tratamento, pode querer ouvir uma segunda opinião, acerca do diagnóstico e das opções de tratamento. O plano de tratamentos varia com o tipo de linfoma. Poderá precisar de algum tempo e esforço adicional, para juntar todos os registos médicos (exames imagiológicos, lâminas da biópsia , relatório patológico e plano de tratamentos proposto) e marcar uma consulta com outro médico. Em geral, mesmo que demore algumas semanas, até ouvir uma segunda opinião, o tratamento não se torna menos eficaz. No entanto, há situações em que é necessário fazer tratamento imediato; é importante referir este possível atraso ao médico.

Nos centros de oncologia, trabalham, muitas vezes, vários médicos especialistas juntos, formando uma equipa multidisciplinar.

PREPARAÇÃO PARA O TRATAMENTO

A escolha do tratamento depende de vários factores, incluindo:

  • Tipo de Linfoma não Hodgkin (EX. linfoma folicular).
  • Estadio do linfoma.
  • Velocidade de crescimento do linfoma, ou seja, se é um linfoma indolente ou agressivo.
  • Idade.
  • Outros problemas de saúde.

O médico é a pessoa indicada para lhe dar toda a informação relacionada com a escolha dos tratamentos, possíveis efeitos secundários e resultados esperados (com o tratamento). Cada pessoa deverá desenvolver, com o médico, um plano de tratamento que seja compatível, dentro do possível, com as necessidades, valores pessoais e estilo de vida dessa pessoa.

Antes de iniciar o tratamento, poderá querer colocar algumas questões ao médico:

  • Qual é o estadio da minha doença?
  • Quais são as minhas escolhas de tratamento? Qual me recomenda?
  • Quais são os benefícios esperados de cada tipo de tratamento? Como saberemos se o tratamento está a resultar? Que testes serão usados para verificar a sua eficácia? Com que frequência farei esses testes?
  • Quanto tempo demorará o tratamento?
  • Terei que ficar internado(a) no hospital?
  • Como irá o tratamento afectar as minhas actividades normais?
  • Que poderei fazer para cuidar de mim, durante o tratamento?
  • Quanto deverá custar o tratamento? O meu seguro cobrirá este tratamento?
  • Com que frequência terei de fazer exames?
  • Será que participar num ensaio clínico (estudo de investigação) seria adequado para mim?

LNH: MÉTODOS DE TRATAMENTO DISPONÍVEIS

Se tem um Linfoma não Hodgkin indolente e sem sintomas, pode não precisar de tratamento anti-cancerígeno imediato. Se o médico recomendar que a pessoa fique apenas em observação, a sua saúde será cuidadosamente monitorizada (vigiada), e a pessoa só será tratada se surgirem sintomas ou se estes piorarem.

Se tiver um linfoma indolente com sintomas vai, provavelmente, fazer quimioterapia e imunoterapia. A radioterapia pode ser usada para doentes com linfoma de estadio I ou II, localizado, ou em complemento da imuno-quimioterapia.

Se tiver um linfoma agressivo, o tratamento é, geralmente, quimioterapia e imunoterapia. A radioterapia também pode ser usada, como complemento do tratamento.

Se o Linfoma não Hodgkin reaparecer, após o tratamento, significa que houve uma recidiva (ou recorrência da doença). Quando há recidiva é necessário fazer outro tipo de quimioterapia e/ou, eventualmente, transplante de células estaminais, dependendo da idade da pessoa.

Tendo em conta que, provavelmente, o tratamento do Linfoma não Hodgkin danifica células e tecidos saudáveis surgem, assim, os efeitos secundários. Alguns efeitos secundários específicos dependem, principalmente, do tipo de tratamento e sua extensão (se são tratamentos locais ou sistémicos). Os efeitos secundários podem não ser os mesmos em todas as pessoas, mesmo que estejam a fazer o mesmo tratamento. Por outro lado, os efeitos secundários sentidos numa sessão de tratamento podem mudar na sessão seguinte. O médico irá explicar os possíveis efeitos secundários do tratamento, e qual a melhor forma de os controlar.

Em qualquer estadio da doença, podem ser administrados medicamentos para controlar a dor e outros sintomas do Linfoma não Hodgkin, bem como para aliviar os possíveis efeitos secundários do tratamento. Estes tratamentos são designados como tratamentos de suporte, para controlo dos sintomas ou cuidados paliativos.

VIGILÂNCIA MONITORIZADA / OBSERVAÇÃO

Uma pessoa que escolha ficar apenas em observação, está a adiar o tratamento do Linfoma não Hodgkin até que haja sintomas. Por vezes, o médico sugere a uma pessoa com linfoma indolente que fique apenas em observação. Uma pessoa com linfoma indolente pode não apresentar problemas que necessitem de tratamento anti-cancerígeno, durante muito tempo; por vezes, o linfoma até pode regredir, ou diminuir, sem tratamento. Se não fizer tratamento, a pessoa pode evitar os efeitos secundários da quimioterapia ou da radioterapia.

Se o médico decidir que a melhor solução é ficar apenas em observação, irá fazer exames regulares. Se aparecerem sintomas ou se estes piorarem, será iniciado tratamento.

Antes de optar por ficar apenas em observação, pode querer colocar algumas questões ao médico:

  • Mais tarde, a doença vai ser mais difícil de tratar?
  • Com que frequência farei exames médicos?
  • Entre os exames a efectuar, que problemas deverei referir ao médico?

QUIMIOTERAPIA

A quimioterapia consiste na utilização de fármacos, para matar as células cancerígenas. A quimioterapia pode ser constituída apenas por um fármaco, ou por uma associação de fármacos. Os fármacos podem ser administrados oralmente, sob a forma de comprimidos, ou através de uma injecção intravenosa (i.v.), na veia ou junto à espinal medula. Em qualquer das situações, os fármacos entram na corrente sanguínea e circulam por todo o organismo – terapêutica sistémica.

A quimioterapia é, geralmente, administrada por ciclos de tratamento, repetidos de acordo com uma regularidade específica, de situação para situação. O tratamento pode ser feito durante um ou mais dias; existe, depois, um período de descanso, para recuperação, que pode ser de vários dias ou mesmo semanas, antes de fazer a próxima sessão de tratamento.

A maioria das pessoas com LNH faz a quimioterapia em regime de ambulatório (no hospital, no consultório do médico ou em casa), ou seja, não ficam internadas no hospital. No entanto, algumas pessoas podem precisar de ficar no hospital, internadas, enquanto fazem a quimioterapia.

Se a pessoa tiver um linfoma no estômago, provocado por uma infecção por H. Pylori , o médico pode tratar este linfoma com antibióticos; depois de curada a infecção, o tumor também pode desaparecer.

Os efeitos secundários da quimioterapia dependem, principalmente, dos fármacos e doses utilizadas. Em geral, os fármacos anti-cancerígenos afectam, essencialmente, células que se dividem rapidamente, como sejam:

  • Células do sangue: estas células ajudam a “combater” as infecções, ajudam o sangue a coagular, e transportam oxigénio a todas as partes do organismo. Quando as células do sangue são afectadas, havendo diminuição do seu número total em circulação, a pessoa poderá ter maior probabilidade de sofrer infecções, de fazer “nódoas-negras” (hematomas) ou sangrar facilmente, podendo, ainda, sentir-se mais fraca e cansada.
  • Células dos cabelos/pêlos: a quimioterapia pode provocar a queda do cabelo e pelos do corpo; no entanto, este efeito é reversível e o cabelo volta a crescer, embora o cabelo novo possa apresentar cor e “textura” diferentes.
  • Células do aparelho digestivo: a quimioterapia pode causar falta de apetite, náuseas e vómitos, diarreia e feridas na boca e/ou lábios, e dificuldades de deglutição; muitos destes efeitos secundários podem ser controlados com a administração de medicamentos específicos.

Os fármacos usados para o Linfoma não Hodgkin também podem provocar erupções cutâneas ou bolhas, bem como dores de cabeça ou outro tipo de dor. A pele pode tornar-se mais escura. Nas unhas, podem aparecer riscas ou bandas escuras.

O médico pode sugerir várias formas de controlar muitos destes efeitos secundários.

Antes de iniciar a quimioterapia, poderá querer colocar algumas questões ao médico:

  • Que fármaco, ou fármacos, me vão ser administrados?
  • Como funcionam os fármacos?
  • Quais são os benefícios esperados do tratamento?
  • Quais são os riscos e possíveis efeitos secundários do tratamento? O que poderá ser feito relativamente a esses efeitos?
  • Existem efeitos a longo prazo, causados pelos fármacos?
  • Quando terá início o tratamento? Quando termina?
  • Como irá o tratamento afectar as minhas actividades normais?

IMUNOTERAPIA

Em certos tipos de Linfoma não Hodgkin, pode ser feita imunoterapia (terapêutica biológica). Este tipo de tratamento ajuda o sistema imunitário a combater o cancro.

Os anticorpos monoclonais são o tipo de imunoterapia usada para o linfoma. São proteínas produzidas em laboratório, que se ligam às células cancerígenas. Ajudam o sistema imunitário a matar as células tumorais. A maioria dos tratamentos é administrada por via endovenosa: a terapêutica biológica circula através da corrente sanguínea, ou seja, de forma sistémica; normalmente, é administrada no consultório médico, na clínica ou no hospital, em regime ambulatório (sem necessidade de haver internamento).

Algumas pessoas desenvolvem uma erupção cutânea, no local da injecção; podem, ainda, apresentar sintomas do tipo gripal, como febre, arrepios, dor de cabeça, dores musculares, cansaço, fraqueza e náuseas. Muitos efeitos secundários são fáceis de tratar. A terapêutica biológica pode, no entanto, causar efeitos secundários mais graves, como alterações da tensão arterial, problemas respiratórios e, por vezes, problemas cardíacos.

Antes de fazer imunoterapia, poderá querer colocar algumas questões ao médico:

  • O que fará o tratamento?
  • Terei de ficar no hospital?
  • Como saberemos que o tratamento está a funcionar?
  • Durante quanto tempo farei a imunoterapia?
  • Terei efeitos secundários durante o tratamento? Quanto tempo irão durar? O que poderá ser feito relativamente a esses efeitos?

RADIOTERAPIA

A radioterapia usa raios de elevada energia, para matar as células de Linfoma não Hodgkin. A radioterapia pode diminuir o tumor e ajudar a controlar a dor.

Para pessoas com linfoma, podem ser usados dois tipos de radioterapia:

  • Radiação externa: a radiação provém de uma máquina, que dirige os raios para a zona do corpo onde estão as células tumorais. Esta terapêutica é local, tendo em conta que afecta apenas as células na zona tratada. Para este tratamento, a maioria das pessoas vai ao hospital ou clínica. Geralmente, os tratamentos são realizados durante 5 dias por semana, durante várias semanas.
  • Radiação sistémica: algumas pessoas com linfoma recebem uma injecção de material radioactivo, que circula em todo o organismo. O material radioactivo liga-se a anticorpos, que procuram as células tumorais; a radiação destrói as células de linfoma.

Os efeitos secundários da radioterapia dependem, essencialmente, da dose e do tipo de radiação, bem como da parte do corpo que vá ser tratada. Por exemplo, se a radiação incidir no abdómen, pode provocar náuseas, vómitos e diarreia. Se a radiação incidir no pulmão, pode causar tosse ou falta de ar. A pele, na área tratada, pode tornar-se vermelha, seca e sensível. Poderá, também, perder o cabelo e/ou pêlos da zona tratada.

Durante a radioterapia externa, poderá sentir-se muito cansado, particularmente nas últimas semanas de tratamento. O descanso é importante, mas, geralmente, o médico aconselha as pessoas a manterem-se activas, dentro do possível.

Quem faz radioterapia sistémica, também poderá sentir muito cansaço. Estas pessoas ficam com mais probabilidades de apanhar infecções.

Os efeitos da radioterapia, na pele, são temporários, e a zona irá sarar, gradualmente, assim que termine o tratamento. Pode, no entanto, haver uma alteração duradoura na cor da pele.

Se fizer radioterapia e quimioterapia, ao mesmo tempo (concomitante), os efeitos secundários poderão ser piores. Os efeitos secundários podem ser incómodos; fale com o médico sobre as possíveis formas de aliviar estes sintomas.

Se tiver um efeito secundário particularmente grave, poder-lhe-á ser sugerida uma interrupção do tratamento.

Antes de iniciar a radioterapia, poderá querer colocar algumas questões ao médico:

  • Porque é que preciso deste tratamento?
  • Quais são os benefícios esperados da radioterapia?
  • Quais são os riscos e os efeitos secundários deste tratamento? O que podemos fazer relativamente a estes sintomas?
  • Existem efeitos a longo prazo?
  • Quando têm início os tratamentos? Quando terminam?
  • Como me vou sentir, durante o tratamento?
  • Como irá o tratamento afectar as minhas actividades normais?

TRANSPLANTE DE CÉLULAS ESTAMINAIS

Uma pessoa com recidiva de linfoma, pode fazer um transplante de células estaminais. Um transplante de células estaminais hematopoiéticas , permite o tratamento com doses mais elevadas de fármacos, de radiação ou de ambos. As doses elevadas, destroem tanto as células de linfoma como as células normais da medula óssea. Mais tarde, a pessoa recebe células estaminais saudáveis, através de um catéter que é colocado numa grande veia, no pescoço ou na zona do peito. A partir das células estaminais transplantadas, desenvolvem-se novas células do sangue.

Um transplante de células estaminais faz-se sempre no hospital. As células estaminais podem ser provenientes do próprio doente ou de um dador, familiar ou não:

  • Auto-transplante: este tipo de transplante usa células estaminais da própria pessoa. As células estaminais são removidas, e as restantes células podem ser tratadas, para matar quaisquer células de linfomas presentes. As células estaminais são congeladas e armazenadas. Depois da pessoa receber doses elevadas de quimioterapia ou radioterapia, as células estaminais armazenadas são descongeladas e “devolvidas” à pessoa.
  • Transplante alogénico: este tipo de transplante, usa células estaminais saudáveis de um dador. O dador pode ser um irmão ou irmã ou um dador não familiar, mas compatível. O médico faz análises sanguíneas específicas, para se assegurar que as células do dador são compatíveis com as da pessoa.
  • Transplante singénico: este tipo de transplante, usa células estaminais do gémeo (idêntico) saudável.

Antes de fazer um transplante de células estaminais, poderá querer colocar algumas questões ao médico:

  • Quais são os possíveis benefícios e riscos dos diferentes tipos de transplantes?
  • Que tipo de transplante de células estaminais vou fazer? Se precisar de um dador, como vamos encontrar um?
  • Durante quanto tempo vou ter que ficar no hospital? Vou precisar de cuidados especiais?
  • Como saberemos se o tratamento está a funcionar?
  • Que podemos fazer acerca dos efeitos secundários?
  • Como irá o tratamento afectar as minhas actividades normais?
  • Qual é a probabilidade de ter eu uma recuperação completa?

Fonte:www.infocancro.com
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