Cancro da Pele – Não Melanoma

O CANCRO DA PELE NÃO-MELANOMA

O cancro de pele tem origem nas células, a unidade básica do organismo. Normalmente, as células da pele crescem e dividem-se para dar lugar a novas células. Diariamente, as células da pele envelhecem e morrem e são substituídas por novas células. Por vezes, este processo sistemático corre mal, formando-se novas células sem que a pele tenha necessidade delas, e sem que as células envelhecidas morram quando deviam. Este excesso de células pode formar uma massa de tecido designada por neoplasia ou tumor.

As neoplasias ou tumores podem ser benignas ou malignas:

  • As neoplasias benignas não são cancro:
    • As neoplasias benignas raramente põem a vida em risco.
    • Geralmente, as neoplasias benignas podem ser removidas e não costumam voltar a crescer.
    • As células das neoplasias benignas não invadem os tecidos adjacentes.
    • As células das neoplasias benignas não se espalham para outras partes do organismo.
  • As neoplasias malignas são cancro:
    • As neoplasias malignas são geralmente de maior gravidade do que as neoplasias benignas e podem ser fatais. Contudo, os dois tipos de cancro de pele mais comuns provocam apenas uma em cada mil mortes por cancro.
    • Regra geral, as neoplasias malignas podem ser removidas, embora possam voltar a crescer.
    • As células das neoplasias malignas podem invadir e danificar os tecidos e órgãos adjacentes.
    • As células das neoplasias malignas podem alastrar para outras partes do corpo. À disseminação do cancro dá-se o nome de metastização.

Tipos de Cancro de pele não-melanoma

Os cancros de pele são designados de acordo com o tipo de células que se tornam cancerígenas.

Os dois tipos de cancro de pele não-melanoma mais comuns são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular ou pavimentoso ou epidermoide. Este tipo de carcinomas tende a aparecer na cabeça, na face, no pescoço, nas mãos e nos braços, as áreas mais expostas ao sol. Porém, o cancro de pele pode surgir em qualquer parte do corpo.

  • O carcinoma basocelular ou basalioma cresce lentamente. Aparece com frequência em áreas da pele que estiveram expostas ao sol, sendo mais comum na face. O carcinoma basocelular raramente se espalha para outras partes do organismo.
  • O carcinoma pavimentoso ou espinocelular também se desenvolve em áreas da pele que estiveram expostas ao sol. Pode, no entanto, aparecer em locais não expostos ao sol. O carcinoma espinocelular pode atingir os gânglios linfáticos e alguns órgãos.

Se o cancro de pele se disseminar do seu local de origem para outra parte do organismo, a nova neoplasia tem o mesmo tipo de células anormais, sendo designada por metástase do carcinoma da pele que lhe deu origem.

A pele

A pele é o órgão mais extenso do corpo. Protege do calor, da luz, dos ferimentos e das infecções e ajuda a controlar a temperatura do corpo, para além de armazenar água e gordura. A pele também produz vitamina D.

A pele é constituída por duas camadas:

  • Epiderme: A epiderme é a camada superior da pele. É constituída por células planas, as células pavimentosas. Por baixo das células pavimentosas, situadas na parte mais profunda da epiderme, encontram-se umas células de forma arredondada designadas por células basais. O pigmento (cor) da pele é produzido por umas células chamadas melanócitos, que se localizam na parte inferior da epiderme.
  • Derme: A derme está localizada por baixo da epiderme. Contém vasos sanguíneos, vasos linfáticos (por onde circula a linfa) e glândulas. Algumas destas glândulas produzem suor, que ajuda a arrefecer o corpo, outras produzem sebo, uma substância oleosa que ajuda a manter a pele hidratada. O suor e o sebo atingem a superfície da pele através de pequenos orifícios designados por poros.

QUEM ESTÁ EM RISCO

Sabemos que o cancro de pele não é contagioso, ou seja, não pode “apanhá-lo” de outra pessoa.

As investigações têm revelado que as pessoas com determinados factores de risco estão mais predispostas que outras a desenvolver cancro de pele. Um factor de risco é algo que pode aumentar a probabilidade de alguém vir a desenvolver uma doença.

Alguns estudos determinaram os seguintes factores de risco de cancro de pele:

  • Radiação ultravioleta (UV): A radiação UV vem do sol, lâmpadas ultravioleta, solários horizontais ou verticais. O risco de desenvolver cancro de pele está relacionado com a exposição a radiação UV durante a vida. A maioria dos cancros de pele aparece após os 50 anos, embora o sol comece a danificar a pele em idades mais jovens e possam surgir cancros de pele em idades jovens.
    A radiação UV afecta-nos a todos. As pessoas de pele clara que fica facilmente sardenta ou queimada apresentam um risco acrescido. Em geral, estas pessoas também têm cabelo ruivo ou louro e olhos claros. No entanto, as pessoas com tons de pele mais escuros também podem vir a sofrer de cancro de pele.
    As pessoas que vivem em zonas com alto teor de radiação UV apresentam risco acrescido de vir a sofrer de cancro de pele. As populações que vivem nas montanhas também estão expostas a níveis mais elevados de radiação UV.
    A radiação UV está presente mesmo em dias frios ou com nevoeiro.
  • Cicatrizes ou queimaduras na pele
  • Infecção por determinados vírus do papiloma humano (HPV)
  • Exposição a arsénico no local de trabalho
  • Inflamação crónica da pele ou úlceras da pele
  • Doenças que tornam a pele sensível ao sol, como xeroderma pigmentoso, albinismo e síndrome nevo basocelular
  • Radioterapia
  • Estados de saúde ou fármacos que suprimem o sistema imunitário
  • Antecedentes de um ou mais cancros de pele
  • Antecedentes familiares de cancro de pele
  • Queratose actinica: manifesta-se como pápula ou placa vermelha, com uma escama aderente, localizada nas áreas da pele cronicamente expostas ao sol, especialmente a face e as mãos. As neoplasias podem ter um aspecto rugoso e avermelhado ou apresentarem-se sob a forma de manchas castanhas na pele e fissuras ou zonas de descamação no lábio inferior que não cicatrizam.
    Sem tratamento, uma pequena percentagem destas neoplasias pavimentosas pode evoluir para carcinoma pavimentoso ou espinocelular.
  • Doença de Bowen: A doença de Bowen apresenta-se sob a forma de mancha descamativa ou espessa que pode evoluir para carcinoma espinocelular.

Se pensa que pode estar em risco de ter cancro de pele, deve falar com o seu médico, que lhe poderá sugerir formas de reduzir o risco e elaborar um calendário para a realização de consultas de vigilância.

FORMAS DE PREVENÇÃO

A melhor forma de prevenir o cancro de pele é proteger-se do sol. As crianças, em particular, devem ser bem protegidas. Os médicos recomendam a todas as pessoas que limitem o tempo de exposição ao sol e evitem outras fontes de radiação UV.

  • Sempre que possível, deve evitar a exposição sol do meio do dia (do meio da manhã até ao fim da tarde). Também se deve proteger da radiação UV reflectida pela areia, água, neve e gelo. A radiação UV pode atravessar roupas finas, pára-brisas, janelas e nuvens.
  • Procure usar roupa com mangas e pernas compridas de tecido forte, um chapéu de aba larga e óculos de sol que absorvam as radiações UV.
  • Utilize loções com protector solar. Os protectores solares podem ajudar a prevenir o cancro de pele, especialmente os de largo espectro (filtram os raios UVB e UVA), com um factor de protecção solar (FPS) de pelo menos 15. Apesar do uso destes protectores, deve evitar a exposição prolongada ao sol.
  • Não se recomenda o uso de lâmpadas ultravioletas e de solários.

SINTOMAS

Grande parte dos carcinomas basocelulares e espinocelulares têm tratamento, especialmente se forem identificados precocemente.Uma alteração na pele é o indicador mais frequente de cancro de pele. Pode ser uma nova neoplasia, uma ferida que não cicatriza ou uma alteração de uma neoplasia já existente. Nem todos os cancros de pele têm a mesma aparência.

Na maioria dos casos, o cancro de pele não é doloroso.

É importante observar a sua pele e regularmente para garantir que não existem novas neoplasias ou outras alterações. Lembre-se que as alterações não significa necessariamente que se trata de cancro de pele. Contudo, deve comunicar de imediato as alterações ao seu médico. Pode necessitar de consultar um dermatologista, médico especializado no diagnóstico e tratamento de problemas de pele.

DIAGNÓSTICO

Se tiver uma alteração da pele, o médico deve procurar saber se se trata de cancro ou se é devida a outra causa. O médico poderá remover a totalidade ou parte da área de aspecto anómalo, que será depois enviada analisada macroscopicamente por um patologista. A este processo dá-se o nome biópsia, que é a única forma segura para diagnosticar o cancro de pele.

A biópsia pode ser feita num consultório médico, numa clínica ou no hospital, em regime ambulatório. A escolha do local depende do tamanho e da localização da área afectada. Em geral, para a realização deste procedimento é administrada anestesia local.

Existem quatro tipos principais de biópsia da pele:

  1. Punção-biópsia: O médico utiliza um dispositivo oco e afiado para remover um círculo de tecido na área afectada.
  2. Biópsia incisional: O médico utiliza um bisturi para remover parte da neoplasia.
  3. Biópsia excisional: O médico utiliza um bisturi para remover a totalidade da neoplasia e algum tecido adjacente.
  4. Excisão tangencial: O médico utiliza uma lâmina fina e afiada para cortar a neoplasia.

Poderá querer colocar ao seu médico as seguintes questões antes de realizar uma biópsia:

  • Que tipo de biópsia me recomenda?
  • Como será realizada a biópsia?
  • Terei necessidade de ir para o hospital?
  • Quanto tempo demorará? Estarei acordado? Vai doer?
  • Existem alguns riscos? Quais são as probabilidades de ocorrer uma infecção ou hemorragia depois da biópsia?
  • Qual será o aspecto da minha cicatriz?
  • Quando saberei os resultados? Quem mos irá explicar?

ESTADIAMENTO

Se a biópsia revelar a presença de cancro, o seu médico necessita saber a extensão da doença (determinar qual o estadio em que se encontra). Em alguns casos, o médico poderá ter que avaliar os seus gânglios linfáticos para definir o estadio em que se encontra o tumor.

A determinação do estadio baseia-se nos seguintes factores:

  • Tamanho da neoplasia
  • Que profundidade atingiu sob a camada superior da pele
  • Se atingiu os gânglios linfáticos adjacentes ou outras partes do organismo

Os estadios de evolução do cancro de pele são os seguintes:

  • Estadio 0: O cancro está apenas limitado à camada superior da pele. É um carcinoma in situ.
  • Estadio I: A neoplasia já não está limitada à camada superior da pele, mas não excede os 2 centímetros de maior eixo.
  • Estadio II: A neoplasia já não está limitada à camada superior da pele e tem mais de 2 centímetros de maior eixo.
  • Estadio III: O cancro disseminou-se para estruturas adjacentes como as cartilagens, músculos, ossos ou para gãnglios linfáticos adjacentes. Não atingiu outras partes do organismo.
  • Estadio IV: O cancro disseminou-se para outras partes distantes do organismo.

O TRATAMENTO

Por vezes, durante a biópsia, é removida a totalidade do tumor. Nestes casos, pode não ser necessário mais tratamento. Caso necessite de mais tratamento, o seu médico falará consigo sobre as opções existentes.

O tratamento do cancro de pele depende do tipo de tumor, do seu estadio de evolução, do seu tamanho e da sua localização, bem como do seu estado geral de saúde e antecedentes clínicos. Na maioria dos casos, o objectivo do tratamento é remover ou destruir completamente o tumor.

Antes da consulta, é útil fazer uma lista das perguntas que quer fazer. Para ser mais fácil lembrar-se do que o médico disse, pode tomar notas ou utilizar um gravador. Alguns doentes preferem estar acompanhados por um familiar ou amigo  quando falam com o médico.

O médico pode encaminhar o doente para um especialista ou o próprio doente pode pedir-lhe que o faça. Os especialistas que tratam o cancro de pele são os dermatologistas, os cirurgiões e os radioterapeutas.

Obter uma Segunda Opinião

Antes de iniciar o tratamento, o doente pode querer ouvir uma segunda opinião acerca do diagnóstico, do estadio da doença e do plano de tratamento. Reunir os resultados dos exames médicos e preparar-se para consultar outro médico pode demorar algum tempo. Na maioria dos casos, um breve atraso não diminui a eficácia do tratamento. Para ter a certeza, deve falar com o seu médico sobre este atraso no início do tratamento. Algumas pessoas com cancro de pele necessitam de tratamento imediato.

Existem várias formas de encontrar um médico para obter uma segunda opinião:

  • O seu médico pode encaminhá-lo para um ou mais especialistas. Nos centros de oncologia, é prática comum os diferentes especialistas trabalharem em equipa.

Poderá querer colocar ao médico as seguintes questões antes de iniciar o tratamento:

  • Qual é o estadio de evolução da doença?
  • Quais são as minhas opções de tratamento? Qual é que me recomenda? Porquê?
  • Quais são os benefícios esperados para cada tipo de tratamento?
  • Quais são os riscos e os possíveis efeitos secundários de cada tratamento? O que podemos fazer para controlar os efeitos secundários?
  • O tratamento irá afectar a minha aparência? Se o tratamento afectar a minha aparência, um cirurgião plástico ou reconstrutivo pode ajudar-me?
  • De que modo o tratamento irá afectar a minha actividade normal? Em caso afirmativo, durante quanto tempo?
  • Qual é o custo estimado do tratamento? Este tratamento é comparticipado pelo meu seguro?
  • Com que frequência irei necessitar de realizar consultas de revisão?
  • Um ensaio clínico (estudo de pesquisa) será apropriado para mim?

MÉTODOS DE TRATAMENTO DISPONÍVEIS

O seu médico pode descrever-lhe as suas opções de tratamento e os resultados esperados para cada uma delas. O doente e o seu médico podem trabalhar juntos para elaborar um plano de tratamento adaptado às suas necessidades.

A cirurgia é o tratamento habitual em pessoas com cancro de pele. Em alguns casos, o médico pode sugerir quimioterapia tópica, terapia fotodinâmica ou radioterapia.

Uma vez que os tratamentos do cancro de pele podem danificar células e tecidos saudáveis, poderão ocorrer efeitos secundários indesejáveis. Estes efeitos dependem sobretudo do tipo e extensão do tratamento. Os efeitos secundários podem variar de pessoa para pessoa.

Antes de iniciar o tratamento, o seu médico irá explicar-lhe quais são os possíveis efeitos secundários e sugerir-lhe formas para lidar com eles.

Muitos cancros de pele podem ser facilmente removidos. No entanto, os doentes podem necessitar de cuidados de suporte para controlar a dor e outros sintomas, aliviar os efeitos secundários do tratamento e atenuar os problemas emocionais.

Poderá falar com o seu médico sobre a participação num ensaio clínico, um estudo de pesquisa de novos métodos para tratar a neoplasia ou impedir a sua recorrência.

Cirurgia

A cirurgia para tratar o cancro de pele pode ser realizada de várias formas. O método utilizado pelo médico depende do tamanho e do local onde se encontra a neoplasia, assim como de outros factores.

O médico pode descrever mais detalhadamente estes tipos de cirurgia:

  • A remoção cirúrgica da pele afectada (excisão ou exérese) é um tratamento comum para remover o cancro de pele. Após limpar e desinfectar a área, o cirurgião remove a neoplasia e a zona circundante com um bisturi. A pele desta zona e as margens serão analisadas ao microscópio para garantir que todas as células cancerígenas foram removidas. A dimensão da margem depende do tamanho da neoplasia.
  • A cirurgia de Mohs (também designada por cirurgia micrográfica de Mohs) é utilizada em alguns tipos de cancro de pele. A área da neoplasia é anestesiada, sendo em seguida cortadas pequenas camadas da margem da neoplasia que são imediatamente observadas ao microscópio. O cirurgião repete este procedimento até deixar de visualizar células cancerígenas. Deste modo, o cirurgião pode remover a totalidade do cancro e apenas uma pequena porção de tecido saudável.
  • A electrocoagulação e a curetagem são frequentemente utilizadas para remover pequenos basaliomas. O médico anestesia a área a ser tratada e o cancro é removido com um dispositivo afiado com a forma de uma colher, denominado cureta. A área tratada é submetida a uma corrente eléctrica que controla a hemorragia e destrói qualquer célula cancerígena que possa ter permanecido naquela área. A electrocoagulação e a curetagem são procedimentos rápidos e simples.
  • A criocirurgia é mais utilizada em pessoas que não podem submeter-se a outros tipos de cirurgia. Este tratamento pode causar edema (inchaço) e lesar certos nervos, cujo resultado é a perda de sensibilidade na área afectada.
  • A cirurgia laser utiliza um feixe fino e côncavo de luz para remover ou destruir células cancerígenas. É utilizada sobretudo em neoplasias localizadas apenas na camada exterior da pele.
  • São por vezes necessários enxertos para fechar os orifícios provocados pela cirurgia. Em primeiro lugar, o cirurgião anestesia uma porção de pele saudável de outra região do corpo (p.ex. parte de cima da coxa) removendo-a em seguida. O enxerto é usado para cobrir a área de onde foi retirado o tumor. Os doentes com enxertos de pele, devem ter cuidados especiais com a área do enxerto até à sua cicatrização.

O tempo de cicatrização após a cirurgia varia de caso para caso. É normal sentir algum desconforto durante os primeiros dias. Contudo, existem medicamentos que ajudam a aliviar a dor. Antes da cirurgia, o médico, ou um enfermeiro, falará consigo sobre o plano estabelecido para aliviar a dor. Depois da cirurgia, esse plano pode ser ajustado em função da necessidade

A cirurgia deixa sempre uma cicatriz, cujo tamanho e cor depende da dimensão do tumor, do tipo de cirurgia e do modo como a sua pele cicatriza.

Para qualquer tipo de cirurgia, incluindo enxertos de pele ou cirurgia reconstrutiva, é importante seguir os conselhos do seu médico relativamente à higiene, prática de exercício físico ou outras actividades.

Poderá querer colocar ao seu médico as seguintes questões sobre a cirurgia:

  • A que tipo de cirurgia irei ser submetido?
  • Irei necessitar de um enxerto de pele?
  • Qual será o aspecto da minha cicatriz? Poderá ser feita alguma coisa de modo a reduzir o tamanho da cicatriz? Necessitarei de cirurgia plástica ou reconstrutiva?
  • Como me sentirei depois da operação?
  • Se tiver dores, como serão controladas?
  • Terei necessidade de ficar no hospital?
  • No local onde o cancro foi removido será mais provável ter uma infecção, edema ou ficar com uma cicatriz?

Terapia fotodinâmica

A terapia fotodinâmica (PDT) utiliza uma substância química (um agente fotossensibilizador) e uma fonte especial de luz (como a luz de um laser) para matar as células cancerígenas. Esta substância é aplicada directamente na pele ou injectada de forma a permanecer mais tempo nas células cancerígenas do que nas células normais. Horas ou dias depois, esta luz especial irá incidir na neoplasia. O agente químico é activado e destrói as células cancerígenas em redor.

A PDT é utilizada para tratar tumores que se encontram na superfície da pele ou em zonas muito próximas.

Em geral, os efeitos secundários da PDT são moderados. A PDT pode provocar queimaduras ou sensação de formigueiro, edema ou vermelhidão. Pode deixar uma cicatriz nos tecidos saudáveis em redor da neoplasia. Se for submetido a PDT, deverá evitar a exposição directa ao sol e a luzes durante pelo menos 6 meses após o tratamento.

Poderá querer colocar ao médico as seguintes questões sobre PDT:

  • Terei de permanecer no hospital enquanto o agente químico estiver no meu corpo?
  • Terei necessidade de ser submetido ao tratamento mais do que uma vez?

Radioterapia

A radioterapia (também designada por terapia de radiação) utiliza raios altamente energéticos para matar células cancerígenas. Os raios são emitidos a partir de um grande aparelho e dirigem-se apenas às células afectadas. Este tratamento é administrado num hospital ou clínica, numa única dose ou em várias doses durante algumas semanas.

Não é muito comum recorrer à radioterapia no tratamento do cancro de pele, a não ser em tumores localizados em zonas de difícil acesso ou para que o doente não fique com cicatrizes muito profundas. O mesmo poderá acontecer se a neoplasia estiver localizada nas pálpebras, nas orelhas ou no nariz. Outro motivo para o seu uso é o reaparecimento do tumor após cirurgia.

Os efeitos secundários dependem sobretudo da dose de radiação e da região tratada. Durante o tratamento a pele da área tratada pode ficar avermelhada, seca e delicada. O médico poderá sugerir formas de aliviar os efeitos secundários da radioterapia.

Poderá querer colocar ao seu médico as seguintes questões sobre a radioterapia:

  • Como me irei sentir depois da radiação?
  • No local onde o cancro foi removido terei maior probabilidade de infecção, de edema, de ter uma hemorragia ou de ficar com uma cicatriz?
  • Que cuidados deverei ter com a zona submetida ao tratamento?

COMO EXAMINAR A SUA PELE

O médico, ou enfermeiro, pode recomendar-lhe que examine regularmente a sua pele para verificar se existem potenciais indicadores de cancro de pele, incluindo o melanoma.

A melhor altura para o fazer é depois de tomar duche ou banho. Deverá observar a sua pele num quarto com muita luz, utilizando um espelho grande que lhe permita ver o corpo todo e um espelho de mão. O melhor será começar por saber onde estão localizados os seus sinais, manchas, verrugas e outras marcas (mesmo as que nasceram consigo) e qual é o seu aspecto habitual e a sua sensação ao toque.

Procure algo de novo:

  • Novos sinais (que tenham um aspecto diferente dos outros)
  • Novas manchas avermelhadas ou escuras, descamativas e que possam apresentar algum relevo
  • Uma nova protuberância, sólida e da cor da pele
  • Alterações ao tamanho, formato, cor ou ao toque de sinais já existentes
  • Uma ferida que não cicatriza
  • Observe-se da cabeça aos dedos dos pés, não se esqueça das costas, do couro cabeludo, da região genital e entre as nádegas.
  • Observe a face, o pescoço, as orelhas e o couro cabeludo. Poderá utilizar um pente ou um secador para afastar o cabelo e conseguir ver melhor.
  • Pode também pedir a um familiar ou amigo que o ajude a observar o couro cabeludo, pois pode ser difícil fazê-lo sozinho.
  • Observe a parte da frente e de trás do seu corpo no espelho. Depois levante os braços e observe o lado esquerdo e o lado direito.
  • Dobre os cotovelos. Observe atentamente as unhas, as palmas das mãos, os antebraços (incluindo a parte interna) e os braços.
  • Observe as pernas e a região em redor dos genitais e entre as nádegas, de vários ângulos (trás, frente e de lado).
  • Sente-se e observe de perto os seus pés, incluindo as unhas, a planta do pé e os espaços entre os dedos.

Ao observar a sua pele regularmente fica a conhecer o aspecto normal dos seus sinais ou manchas. Também poderá assentar as datas em que examinou a sua pele, ou até tirar notas sobre o seu aspecto. Se o médico tiver tirado fotografias da sua pele, pode compará-las com a sua própria pele para o ajudar a detectar alterações. Consulte o médico se notar algo fora do normal.

GLOSSÁRIO

Agente fotossensibilizador: Fármaco utilizado na terapia fotodinâmica. Quando absorvido pelas células cancerígenas e exposto à luz, o fármaco torna-se activo e mata as células cancerígenas.

Albinismo: Estado de ausência de pigmento (cabelo branco, olhos azuis ou rosados e pele branca.

Anestesia local: Fármacos que provocam uma perda temporária de sensibilidade numa determinada parte do corpo. O doente permanece acordado mas não consegue sentir a parte do corpo que foi anestesiada.

Benigno: Não cancerígeno. Os tumores benignos podem aumentar, mas não se disseminam para outras partes do organismo.

Biópsia Remoção de células ou de tecidos para serem examinados por um patologista. O patologista pode estudar o tecido ao microscópio ou realizar outros exames às células ou aos tecidos. Quando apenas é recolhida uma amostra de tecido, o procedimento é designado por biópsia incisional. Quando é removida a totalidade  de um tumor e da área circundante, o procedimento é designado por biópsia excisional. Quando é removida  parte de um tumor , o procedimento é designado por biópsia incisional. Quando é recolhida uma amostra de tecido ou de líquido com uma agulha, o procedimento é designado por biópsia aspirativa, microbiópsia ou aspiração por agulha fina.

Biópsia excisional: Intervenção cirúrgica que consiste na remoção da totalidade  de um tumor e da área circundante para diagnóstico. O tecido é posteriormente analisado ao microscópio. Em alguns casos pode ser tratamento definitivo.

Biópsia incisional: Intervenção cirúrgica que consiste na remoção de uma pequena parte de um tumor  para ser analisado ao microscópio. Em caso de neoplasia maligna NUNCA é tratamento definitivo, devendo ser seguido de excisão da neoplasia e de um pouco de tecido circundante.

Biópsia por punção: Intervenção cirúrgica que consiste na remoção de uma pequena parte de um tumor  para ser analisado ao microscópio. Em caso de neoplasia maligna NUNCA é tratamento definitivo, devendo ser seguido de excisão da neoplasia e de um pouco de tecido circundante.

Bisturi: Lâmina fina e pequena utilizada em cirurgia.

Cancerígeno: Tecido constituído por células anormais que se dividem sem controlo.

Cancro de pele não-melanoma: Cancro de pele que aparece nas células basais ou pavimentosas, mas não surge nos melanócitos (células da pele que produzem pigmento).

Cancro: Termo para doenças nas quais células anormais se multiplicam sem controlo. As células cancerígenas podem invadir tecidos adjacentes e podem disseminar-se através da corrente sanguínea e do sistema linfático para outras partes do organismo. Existem vários tipos principais de cancro. O carcinoma é um cancro que tem origem na pele ou nos tecidos que revestem os órgãos internos. O sarcoma é um cancro que tem origem nos tecidos de suporte, como ossos, cartilagens, gordura, músculos, vasos sanguíneos ou outros tecidos conjuntivos. A leucemia é um cancro que tem origem nos tecidos hematopoiéticos (produtores de células sanguíneas), como a medula óssea, e faz com que haja uma grande produção de células sanguíneas anormais que entram na corrente sanguínea. O linfoma e o mieloma múltiplo são cancros que têm origem nas células do sistema imunitário.

Carcinoma basocelular ou basalioma: Cancro das células basais, as pequenas células cancerígenas localizadas na parte inferior (ou base) da epiderme, a camada mais externa da pele.

Carcinoma pavimentoso ou epidermóide ou espinocelular: Cancro que tem origem nas células pavimentosas, que são células finas e achatadas que fazem lembrar escamas de peixe. As células pavimentosas estão localizadas nos tecidos que formam a superfície da pele, o revestimento  de alguns dos órgãos ocos do corpo e parte dos aparelhos digestivo e respiratório.

Carcinoma in situ: Cancro que envolve apenas células  superficiais do tecido onde se desenvolveu e que não se dissemina.

Cartilagem: Tecido rígido e flexível que reveste as articulações e confere a estrutura ao nariz, orelhas, laringe e outras partes do corpo.

Célula: Unidade básica da organismo. Todos os seres vivos são constituídos por uma ou mais células.

Célula basal: Célula pequena e arredondada localizada na parte inferior (ou base) da epiderme, a camada mais externa da pele.

Células pavimentosas: Células achatadas que observadas ao microscópio se assemelham a escamas de peixe. Estas células cobrem as superfícies externas do corpo e algumas das internas. Por exemplo: formam a superfície da pele.

Cirurgia de Mohs: Técnica cirúrgica utilizada no tratamento de alguns tipos de  cancro de pele,  para remover camadas de tecido da margem da neoplasia que são depois observadas ao microscópio, uma de cada vez, até que todo o tecido cancerígeno tenha sido removido. Também é designada por cirurgia micrográfica de Mohs.

Cirurgia: Especialidade médica que se dedica ao tratamento de doenças e de traumatismos por meio de uma intervenção manual ou instrumental no corpo do doente; método de tratamento que utiliza esse processo; intervenção cirúrgica, operação.

Cirurgia laser: Procedimento cirúrgico que utiliza o poder de um feixe de laser para realizar cortes no tecido sem que ocorra hemorragia ou para remover uma lesão superficial, como um tumor.

Cirurgia plástica e reconstrutiva: Intervenção cirúrgica para recuperar ou melhorar a aparência das estruturas corporais.

Cirurgião: Médico que remove ou trata uma parte do corpo, operando o doente.

Cirurgião plástico e reconstrutivo: Cirurgião que modifica ou reconstroi cirurgicamente uma parte do corpo.

Criocirurgia: Procedimento realizado com um instrumento que congela e destrói tecidos anormais.

Crónica: Doença ou estado que persiste ou evolui ao longo de um grande período de tempo.

Cuidados de suporte: Cuidados prestados para melhorar a qualidade de vida de doentes que têm uma doença grave ou fatal. O objectivo dos cuidados de suporte é prevenir ou tratar, o mais cedo possível, os sintomas da doença, os efeitos secundários resultantes do tratamento e os problemas psicológicos, sociais e espirituais relacionados com a doença ou o seu tratamento e não o tratamento da doença. Também designados por cuidados paliativos, cuidados de conforto e gestão dos sintomas.

Curetagem: Remoção de tecido com uma cureta, um instrumento em forma de colher.

Dermatologista: Médico com formação no diagnóstico e tratamento de problemas de pele.

Derme: Camada inferior ou interna das duas principais camadas de tecido que formam a pele.

Doença de Bowen: Doença de pele caracterizada por manchas espessas e rugosas na pele e que são frequentemente provocadas por exposição prolongada ao arsénico. As marcas ocorrem em áreas da pele que estão frequentemente expostas ao sol e em homens caucasianos de idade avançada. Estas manchas podem tornar-se malignas (cancerígenas). Também são designadas por dermatoses pré-cancerígenas ou dermatites pré-cancerígenas.

Efeito secundário: Sintomas que podem ocorrer quando o tratamento afecta células ou órgãos saudáveis. Alguns dos efeitos secundários mais comuns do tratamento do cancro são: fadiga, dor, náuseas, vómitos, diminuição da contagem de células sanguíneas, queda de cabelo e feridas na boca.

Electrocoagulação: Coagulação / destruição de tecidos através de uma corrente eléctrica de alta frequência aplicada com um eléctrodo em forma de agulha.

Ensaio clínico: Tipo de estudo de investigação para avaliar novos métodos de monitorização, prevenção, diagnóstico ou tratamento de doenças. Também designado por estudo clínico.

Enxerto: Pele, osso ou outro tecido saudável retirado de uma parte do corpo e utilizado para substituir tecido doente ou lesionado que tenha sido removido de outra parte do corpo.

Epiderme: Camada superior ou externa das duas principais camadas de tecido que formam a pele.

Estadio: Grau de extensão do cancro. Se o cancro se tiver disseminado, o estadio indica para onde se disseminou a partir do local original.

Excisão tangencial: Procedimento no qual se corta com uma pequena lâmina a anomalia da pele e uma fina camada de pele envolvente. Estas são analisadas depois ao microscópio. Este procedimento não requer pontos.

Factor de protecção solar: FPS. Escala para classificar o nível de protecção contra as queimaduras nos protectores solares. Quanto mais elevado for o FPS, maior é protecção contra as queimaduras solares. Os protectores solares com valores de FPS entre 2 e 11 oferecem uma protecção mínima contra queimaduras solares. Os protectores solares com valores de FPS entre 12 e 29 oferecem uma protecção moderada, adequada para a maioria das pessoas. Os que têm um FPS maior ou igual a 30 oferecem uma protecção elevada contra as queimaduras solares.

Factor de risco: Algo que pode aumentar a probabilidade de se vir a sofrer uma doença. Alguns exemplos de factores de risco de cancro incluem a idade, antecedentes familiares de determinados cancros, tabagismo, determinados hábitos alimentares, obesidade, exposição a radiação ou outros agentes carcinogénicos e determinadas alterações genéticas.

Gânglio linfático: Pequenos nódulos de tecido linfático rodeada por uma cápsula de tecido conjuntivo. Os gânglios linfáticos filtram a linfa (líquido linfático) e armazenam linfócitos (glóbulos brancos). Estão localizados ao longo dos vasos linfáticos. Também são designados por nódulos linfáticos

Glândula: Órgão que produz uma ou mais substâncias, tais como hormonas, suco digestivo, suor, lágrimas, saliva ou leite. As glândulas endócrinas libertam as substâncias directamente na corrente sanguínea. As glândulas exócrinas libertam as substâncias para um canal ou abertura para o interior ou o exterior do corpo.

Infecção: Invasão e multiplicação de germes no organismo. As infecções podem ocorrer ou disseminar-se para qualquer parte do organismo. Os germes podem ser bactérias, vírus, leveduras ou fungos. Podem provocar febre e outros sintomas que dependem do local onde está a infecção. Se o sistema de defesa natural do organismo não estiver comprometido, pode combater os germes e evitar as infecções. Alguns tratamentos do cancro podem enfraquecer o sistema de defesa natural.

Inflamação: Vermelhidão, edema, dor e/ou sensação de calor numa determinada área do corpo. É uma reacção de protecção às agressões, doenças ou irritação dos tecidos

Linfa: Líquido transparente que circula através do sistema linfático e transporta as células que ajudam a combater infecções e outras doenças. Também designada por líquido linfático.

Maligno: Cancerígeno. Os tumores malignos podem invadir e destruir tecidos adjacentes e disseminar-se para outras partes do organismo.

Margem: Limite ou bordo do tecido removido na cirurgia do cancro. A margem é descrita como negativa ou limpa sempre que o patologista não encontrar células cancerígenas no bordo do tecido, o que sugere que o cancro foi removido na totalidade. A margem é descrita como positiva ou implicada quando o patologista encontra células cancerígenas no bordo do tecido, o que sugere que o cancro não foi removido na sua totalidade.

Melanócito: Célula da pele e dos olhos que produz e contém um pigmento designado melanina.

Melanoma: Tipo de cancro que se desenvolve nos melanócitos, as células que produzem o pigmento. O melanoma tem geralmente início num sinal.

Metástase: Disseminação do cancro de um ponto para outro ponto do organismo. Os tumores que resultam da disseminação de células designam-se por “tumores metastático” ou “metástases”. O tumor metastático contém células idênticas às do tumor original (primário). O plural de metástase é metástases.

Órgão: Parte do corpo que desempenha uma função específica. Por exemplo, o coração é um órgão.

Patologista: Médico que identifica doenças por análise ao microscópio de células e tecidos.

Prognóstico: Resultado provável da doença; probabilidade de recuperação ou recorrência.

Protector solar: Substância que ajuda a proteger a pele dos raios nocivos do sol. Os protectores solares reflectem, neutralizam e dispersam tanto a radiação ultravioleta A como a B para proteger o organismo contra estes dois tipos de radiação. Utilizar loções, cremes ou géis que tenham protector solar ajuda a proteger a pele contra o envelhecimento prematuro e lesões que podem levar ao desenvolvimento de cancro de pele.

Queratose actínica: Mancha espessa e rugosa na pele de estado pré-cancerígeno. Também designada por queratose senil.

Quimioterapia tópica: Tratamento com fármacos para combater o cancro sob a forma de loção ou creme, aplicada na pele.

Radiação ultravioleta: Radiação UV é a radiação electromagnética que tem um comprimento de onda menor que a da luz visível e maior que a dos raios X. Fazem parte da energia solar e é quase imperceptivel na nossa pele. A radiação UV também é proveniente de lâmpadas ultravioleta e de solários. A radiação UV pode danificar a pele e provocar melanoma e outros tipos de cancro de pele. A radiação UV que atinge a superfície da terra é constituída por dois tipos de raios, os raios UVA e UVB. Os raios UVB causam mais facilmente queimaduras solares do que os raios UVA, que por sua vez penetram mais profundamente na pele. Os cientistas sabem há já muito tempo que a radiação UVB pode provocar melanoma e outros tipos de cancro de pele. Agora pensam que a radiação UVA também pode causar lesões na pele que poderão levar ao desenvolvimento de cancro de pele e provocar o envelhecimento prematuro. Por esta razão, os dermatologistas recomendam o uso de protectores solares que reflictam, neutralizem e dispersem os dois tipos de radiação UV.

Radiação UVA: Tipo de radiação ultravioleta (UV). Os cientistas pensam que a radiação UVA pode causar lesões da pele que podem levar ao desenvolvimento de cancro de pele e provocar envelhecimento prematuro. Por esta razão, os dermatologistas recomendam às pessoas que usem protectores solares que reflictam, neutralizem ou dispersem a radiação ultravioleta.

Radiação UVB: Tipo de radiação ultravioleta (UV). Os raios UVB provocam queimaduras solares e os cientistas sabem já há muito tempo que podem provocar melanoma e outros tipos de cancro de pele. Os dermatologistas recomendam às pessoas que usem protectores solares que reflictam, neutralizem ou dispersem a radiação ultravioleta.

Radioterapêuta: Médico que se especializou na utilização de radiação e de quimioterapia para tratar o cancro.

Radioterapia: Utilização de radiação de alta energia a partir dos raios X, raios gama, neutrões e outras fontes para destruir células cancerígenas e tumores. A radiação pode ser emitida de um aparelho exterior ao corpo (radioterapia externa) ou pode ser emitida a partir de material radioactivo colocado no corpo numa área próxima das células cancerígenas (radioterapia interna, radiação por implante ou braquiterapia). A radioterapia sistémica utiliza uma substância radioactiva, tal como um anticorpo monoclonal marcado com radioactividade, que circula ao longo do corpo. Também designada por terapia de radiação.

Sebo: Substância oleosa produzida por determinadas glândulas na pele.

Síndrome do nevo basocelular: Perturbação hereditária que dá origem a atributos faciais invulgares e doenças de pele, dos ossos, do sistema nervoso, dos olhos e das glândulas endócrinas. As pessoas com esta síndrome apresentam um risco acrescido de vir a sofrer de carcinoma basocelular. Também é designado por síndrome de Gorlin-Goltz ou síndrome névico basocelular.

Sistema imunitário: Grupo complexo de órgãos e de células que defendem o organismo contra infecções e outras doenças.

Tecido: Grupo ou camada de células que trabalham em conjunto para realizar determinada função.

Terapêutica biológica: Também é apelidada de imunoterapia, bioterapia ou terapia modificadora da resposta biológica (MRB). Tratamento para estimular ou restabelecer a capacidade do sistema imunitário de combater infecções e outras doenças. Também é utilizada para diminuir alguns efeitos secundários devidos a tratamentos oncológicos.

Terapia fotodinâmica: Tratamento com fármacos que se tornam activos quando expostos à luz. Estes fármacos matam as células cancerígenas.

Tumor: Massa anormal de tecido que tem origem quando as células se multiplicam excessivamente ou não morrem quando deviam. Os tumores podem ser benignos (não cancerígenos) ou malignos (cancerígenos). O mesmo que tumefacção.

Úlcera: Ferida na pele ou na superfície de um órgão. As úlceras formam-se quando as células superficiais morrem e são abandonadas. Podem estar associadas a cancro e outras doenças.

Vírus do papiloma humano: HPV. Membro de uma família de vírus que pode provocar o crescimento de um tecido anormal (por exemplo verrugas genitais) e outras alterações das células. Uma infecção com determinados tipos de HPV pode aumentar o risco de sofrer alguns tipos de cancro.

Xeroderma pigmentoso: Doença genética caracterizada por incapacidade para reparar as lesões na pele provocados pelo sol e ou outras fontes de radiação ultravioleta.

Fonte:www.infocancro.com
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