Reciclar para prevenir o cancro da mama

 Como juntar o rosa ao azul, ao verde e ao amarelo dos ecopontos? Sabia que o seu lixo pode ajudar as mulheres portuguesas a detectarem o cancro da mama numa fase precoce?

“2 causas por 1 causa”, é o lema da iniciativa  que resulta de uma parceria estabelecida entre a Sociedade Ponto Verde e a Associação Laço.
A ideia é associar a reciclagem à prevenção do cancro da mama , isto é, com um só gesto, ajudar o ambiente e todas as mulheres portuguesas.

Difícil? De acordo com o “spot” publicitário, que servirá de base à campanha, o gesto não é assim tão complicado e “vai fazer toneladas de diferença”.

Por cada tonelada de embalagens, proveniente dos ecopontos e da recolha porta-a-porta, que se consiga reciclar em 2008, a Sociedade Ponto Verde (SPV) vai doar 1,5 euros à Laço, uma associação de voluntariado criada em 2000 para lutar contra o cancro da mama, tanto na fase de prevenção e diagnóstico como nos posteriores tratamentos necessários.

Os 390 mil euros que esperam conseguir com a iniciativa vão servir para comprar duas novas unidades de rastreio móvel, o que significa que mais 20 mil mulheres terão acesso a este serviço. Para o director-geral da SPV, Luís Veiga Martins, “as mulheres são as mais preocupadas com as questões ambientais e as directamente visadas na prevenção do cancro da mama”. Por isso, considera que “faz todo o sentido unir as duas causas e contribuir para aumentar o número de mulheres portuguesas que têm acesso ao rastreio”. Do lado ambiental, a SPV espera conseguir alcançar, até 2011, a meta de 55 por cento de embalagens recicladas e subir o número de lares que separam o lixo (63 por cento em 2007).

Uma causa tem sempre um rosto. Mas esta vai ter nove. Ana Bola, Anna Westerlund, Fátima Belo, Mafalda Matos, Rita Ferro Rodrigues, Tânia Ribas de Oliveira, Teresa Ovídio, Sónia Araújo e Susana Mendes aceitaram o desafio, substituíram as crianças e são as protagonistas do  anúncio, onde pedem para colocar no ecoponto tudo o que for metal, plástico, papel, cartão e vidro. “Faça-nos essa gentileza”, apelam.

No meio de muita cor e boa disposição as figuras públicas aproveitaram os 30 segundos de tempo de antena para passar a mensagem de forma dinâmica, positiva e original.
Lynne Archibald, presidente da Laço, espera que a parceria sirva não só para comprar o material mas também para alertar as mulheres para a importância dos rastreios. “Infelizmente ainda há muita gente que falta aos exames que promovemos por medo, por desconhecimento ou por não estar inscrita no centro de saúde da sua região”, factor obrigatório para receber uma carta a convocar para o dia e hora onde vai estar a associação – convite que é feito a cada dois anos.

Uma em cada 11 mulheres portuguesas vai ter cancro da mama. “Só uma detecção precoce e tratamento adequado e atempado aumentam para 90 por cento a hipótese de sobreviver”, relembrou Lynne Archibald. Por isso, pede: “se não for por si, faça-o por elas”

Fonte: in Público.pt

 

 

Novembro 12, 2008. 1.

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